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LAGOA DE EXTREMOZ

Desta feita, iremos fazer um comparativo sobre a pesca nesta lagoa, antes e como está hoje em dia.

 

Há 17 anos fizemos uma matéria para a extinta revista Troféu Pesca, edição 249 de junho de 2001 abordando a pesca naquelas águas. Era o início do “boom” depois da introdução do Tucunaré amarelo. Não é sabido, portanto como a espécie foi introduzida ali. A verdade é que depois de sua introdução, a pesca recreativa, amadora ou esportiva, como queira chamar, tornou-se comum naquelas águas.

A lagoa de Extremoz dista apenas 20 quilômetros do centro da capital, Natal-RN, cuja zona norte da cidade é abastecida por esse reservatório natural, que recebe as águas dos rios Guajiru e Mudo que por sua vez, desemboca no mar através do Rio doce que deságua nas águas da barra do rio Potengi. Esse canal de ligação com o mar era tão significativo, que historiadores afirmam que na época de nossa colonização, embarcações de fundo chato aportavam no local conhecido hoje como ponta francesa fazendo transporte de produtos e mercadorias. Este fato já nos dá uma ideia de algumas espécies que podem ser capturadas nesse manancial. Nas espécies que podem ser encontradas na água salgada, já presenciei capturas como o Robalo Peva, o Camurupim e também ouvi relatos até de Caranhas capturadas naquelas águas. 

Uma pescaria que fizemos lá continua viva em minha memória, onde o amigo Carlos Blatt captura um belo Camurupim (megalops atlanticus), num jig amarelo da marca Bomber. Não era muito grande, mas a briga rendeu pelo menos uma boa hora de luta. Já presenciei espécies de 60, 70 quilos naquelas águas e por certo outros bons exemplares continuam residindo por lá.

Dentre as espécies de água doce era comum encontrarmos também: Traíras, Apaiaris, Jacundás, Piaus, Tapacás, Cangatis (espécie de bagre) e Tilápias, mas há notícias que outras espécies introduzidas além do Tucunaré amarelo, citamos o Tambaqui e a Carpa.

O que vemos hoje em termos de pesca na lagoa é a pesca predatória com redes e pesca de arpão que dizimou praticamente tudo naquelas águas, obviamente ainda se encontram Tucunarés e outras espécies de menor valor para o pescador esportivo, mas se preparem para uma pescaria sofrida com muita insistência, diferente de como era antes onde as ações de peixes eram abundantes seja em qual isca for, meia água, fundo ou superfície. Como sempre, não há a quem reclamar, a pesca predatória é comum em todos os reservatórios do estado e até mesmo no nordeste. 

Temos notícias de algumas pescarias feitas na lagoa, mas a reclamação da diminuição da quantidade de peixes é o principal fator de desânimo para uma nova incursão de pesca para lá. É certo também que a constante pressão de pesca deixa o peixe bastante arisco e acaba o forçando a se alimentar em horários onde a presença dos pescadores diminui bastante, são aqueles famosos períodos bem no início da manhã e no finalzinho da tarde. 

Material utilizado na pescaria
Material utilizado na pescaria

Finalizando... Esta é a situação atual de um dos bons pesqueiros que já tivemos e que devido à pequena distância de nossa cidade já atraiu pescadores tanto amadores e também, infelizmente a pesca predatória e que poderia ainda nos dias de hoje estar fazendo a alegria dos verdadeiros desportistas.

Soltura do Tucunaré para garantir pescarias futuras
Soltura do Tucunaré para garantir pescarias futuras

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